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Pesca&Dicas

DOURADO
Instinto Selvagem


   

 

O pescador que queira marcar um encontro com o dourado, sem correr o risco de volta frustrado, deve, antes de mais nada, ter conhecimento ou referências seguras do lugar onde procurá-lo. Isto porque, apesar de ser incidente em praticamente toda a Bacia do Prata, muitos rios já se encontram afetados pela pesca indiscriminada, bem como, pela degradação de suas condições naturais.

Outros aspectos também devem ser avaliados, pois, em que pese o fato de ainda existirem lugares muito propícios ao tão sonhado encontro, alguns apresentam características que os diferenciam dos demais. Um exemplo que vale a pena ser citado são os exemplares com peso superior a 20 quilos, que, apesar de viverem na mesma bacia, só são capturados com mais facilidade no Paraguai e na Argentina.

Os rios Paraná e Paraguai drenam uma área de mais de três milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 10,5% do território brasileiro.

Algumas décadas atrás, o dourado reinava livremente por essas águas. Os rios da Bacia do Paraná, com mais de 4 mil quilômetros de extensão, foram os que mais sofreram com o represamento de suas águas para a geração de energia. Como o dourado precisa nadar no mínimo, 400 quilômetros para poder se reproduzir, este empecilho provocou um sensível diminuição da espécie. Com isso, é considerada uma verdadeira proeza qualquer pescaria em que se capture mais que um exemplar.

No Pantanal, os problemas também estão se multiplicando através da pesca predatória, da drenagem ou fechamento de corixos e baías, da poluição urbana despejando sem tratamento, dentre outros fatores. No entanto, existem alguns rios que, por apresentarem grande dificuldade de acesso, ainda podem ser tachados como preservados e, portanto, como sinônimo de boas pescarias.

Um exemplo disso é o Rio Negro, que nasce fora do Pantanal, corta uma região considerada como das mais inacessíveis e é um dos primeiros a ter legislação específica, que traz como condição obrigatória o “pesque-e-solte”.

A iniciativa para adoção da lei foi dos próprios fazendeiros e ribeirinhos, mas a Natureza também deu sua contribuição para mantê-lo preservado, haja visto que, desde sua nascente, na Serra do Maracaju, morros e pântanos se sucedem e, junto com a falta de corixos e afluentes, impedem a entrada de barcos e conseqüentemente, do homem. Somente de avião se consegue chegar a hotéis com estrutura para pesca. Como conseqüência, sua fauna e flora são simplesmente exuberantes. Tais aspectos criam as condições que justificam sua fama, entre os adeptos da pesca com moscas, que o rotulam como “o melhor point para encontrar sua majestade”.

O Rio Piquiri, que faz a divisa natural dos estados do Mato Grosso do Sul é outra ótima opção cuja piscosidade também tem muito  haver com a dificuldade de acesso. Suas águas rápidas e com Ph mais equilibrado quando comparadas a de outros rios, permanecem limpas o ano todo, e a grande quantidade de curvas existentes ao longo de seu curso, favorecem a existência de obstáculos, tais como galhadas e arrombados, em torno dos quais se formam corredeiras onde a pesca do dourado é muito promissora. Outra característica que o distingue dos demais, é a existência de diversas baías, dentro das quais inúmeras espécies desovam ano após ano.

É inclusive nestes espelhos de águas paradas, que outrora o temido tucunaré se instalou, multiplicando as opções para quem se aventura a pescar na região. Exceto por um pequeno  trecho que pode ser atingido de automóvel através da cidade de Coxim (MS), num percurso por estrada de terra que pode durar até 10 horas, seus pontos mais piscosos só são acessíveis por avião, ou por intermédio de barcos-hotéis. De sua desembocadura no Rio Cuiabá, são aproximadamente duas horas de motor 25 HP, para se chegar aos lugares mais promissores. Quem se propuser a navegar quase 4 horas por dia, entre ida e volta, encontrará boa infra-estrutura em Porto Jofre. A conclusão a que chegam a maioria dos pescadores que se dirigem ao Rio Piquiri, é que o mesmo talvez seja o maior reduto dessa espécie em águas brasileiras, isto considerando-se o tamanho dos espécimes e dos cardumes.

Outro rio que também nasce fora do Pantanal, ao sul de Mato Grosso do Sul, é o Rio Miranda. Entre o lugar conhecido como km 21 e a desembocadura do Rio Salobra, próximo a cidade de Miranda, a pesca do dourado ainda costuma ser produtiva em algumas épocas do ano. Isto porque suas características físicas também favorecem uma qualidade de água com boa visibilidade e seu leito, repleto de pedreiras, criam extensas corredeiras, onde o rio costuma da caça às suas presas.

Fora do Brasil, no entanto, estão os lugares onde se captura os maiores exemplares. Exemplo disso é Ayolas, uma pequena cidade do Paraguai, logo abaixo da Hidroelétrica de Yacyretá, que ficou conhecida como a terra de gigantes. Lá, todos os anos tem saído grandes espécimes, na faixa de 22 quilos. O fato dessa região ainda presentear os pescadores com belos troféus, tem uma explicação: Yacyretá é a primeira barragem que obstrui as águas do Rio Paraná e, conseqüentemente dos rios Paraguai e  Prata. Apesar dessa hidroelétrica possuir elevador para ajudar os peixes a vencerem o desnível que foi criado, os grandes exemplares, percebem o afunilamento do canal que lhe dá acesso, dão meia volta e retornam para o rio.

A pesca do dourado nessa região, com exceção dos meses de julho e agosto costuma ser bem produtiva. Outro atrativo que exerce forte apelo e tem atraído grande números de brasileiros até esse local, é que nos meses de inverno é muito comum a captura de pintados com peso superior a 60 quilos.

Já na Argentina o Rio Corrientes, é famoso por ter proporcionado a captura do atual recorde mundial, pela IGFA, com um espécime que pesou 23,300 quilos. Tem sua nascente nos Esteros e vai desaguar cerca de 700 quilômetros abaixo, nas águas do Rio Paraná, em frente a cidade de Esquina, outro ponto muito disputado para os grandes dourados, pintados e pacus.

“Esteros del Ibera”, por sua vez, é a região mais inóspita da Argentina. Conhecida como um dos últimos locais não poluídos do planeta, guarda os maiores dourados de que se tem notícia.  Exemplares com mais de 20 quilos são pegos regularmente, mas além do tamanho, a quantidade e densidade dos cardumes são os principais motivos que tem atraído uma legião de brasileiros ao local.

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