Make your own free website on Tripod.com
Pesca&Dicas

PANTANAL


   

 

 

CARACTERÍSTICAS DE CADA ÉPOCA

Os rios começam a subir por ocasião das primeiras chuvas que caem após o período de estiagem. Como isto ocorre normalmente em meados de novembro, época que coincide com o inicio da “piracema”, a pesca fica proibida em qualquer modalidade.

Com o nível do rio alto e, estabilizado, a pesca da piraputanga e, sobretudo, do pacu no sistema de batida, são as melhores opções que se tem à disposição. É que diante de tais condições, essas espécies adotam o hábito de se alimentar de frutos nativos, os quais ficam acessíveis sob a copa de árvores encontradas em meio às áreas alagadas. Outra opção interessante é a pesca da cachorra nos rebojos e, eventualmente, do dourado em curvas acentuadas com barrancos sob os quais se formem corredeiras.

A água vazando dos campos traz consigo cardumes de lambaris, sagüirus, jejus, sardinhas, dentre outras espécies que são obrigadas a deixar os espaços alagados em direção ao rio. Nessas circunstâncias, as bocas de corixos e de vazantes (pontos de drenagem dos campos para o leito principal) concentram cardumes de predadores normalmente peixes nobres como o dourado, o pintado, a cachara, a cachorra e a piraputanga, dentro outros que emboscam os incautos em evasão.

A seca talvez seja o período mais crítico para pescar, mas isso ocorre somente em rios cujas águas fiquem muito barrentas. Mesmo assim, em lugares cuja profundidade supere os quatro metros, tais como desembocaduras de rios, baías e corixos, sempre será possível conseguir bons espécies de peixes de couro. Por outro lado, os rios onde a água se mantenha limpa, como é o caso do Piquiri, do Sepotuba, do Miranda, do Negro e do próprio Paraguai, dentre outros, a incidência de dourados é muito grande, especialmente em galhadas e outros tipos de estruturas que, com o baixo nível aflorem à superfície obstruindo o curso. A situação também é muito favorável nas corredeiras que se formam em curvas acentuadas, bem como, nos arrombados.

DOURADO

Freqüentador de águas rápidas, limpas e bem oxigenadas, na maioria dos rios com essas características é encontrado nas entradas e saídas de corixos, em curvas fechadas e ao redor de galhadas, pedras e outros obstáculos. Nesses locais vale a pena procurá-lo à frente, ao lado ou no término dessas estruturas. Os rios que se destacam por concentrar grandes cardumes dessa espécie são o Piquiri na divisa entre MT e MS; o Sepotuba e o Jaurú na região de Cáceres; o Negro, no pantanal do Rio Negro, o Miranda nas imediações do Km 21 da rodovia que liga Aquidauana e Nioaque, e vários pontos do rio Paraguai.
Na pesca com iscas naturais, as que se sobressaem são a tuvira, o jeju, o camboatá e as famosas iscas brancas. O método mais eficaz consiste em arremessar com chumbos leves, deixando-as correr desde o início até o fim da água rápida. O equipamento adequado é composto por varas para linhas entre 20 e 30 libras, com tamanho entre 1,60 e 1,90 metros, molinetes ou carretilhas que armazenem entre 120 e 150 metros de linha, anzóis de haste longa com tamanho entre 5/0 e 7/0 e pequenos chumbos com peso entre 30 e 60 gramas.

Quando a preferência for pela pesca de arremesso com iscas artificiais, os plugs de barbelas de meia-água, com tamanho entre 10 e 16 centímetros, tais como Red Fin e Bomber, entre outros, são ótimas opções. Os arremessos devem ser feitos em meio a corredeiras ou ao redor de estruturas que, ao receber o impacto da água produzam barulho suficiente para serem ouvidos à distância. Neste caso as varas devem ser de ação rápida, para linhas entre 12 e 25 libras, e ter entre 1,80 e 2,10 metros de comprimento.

É indispensável usar um empate de aço com tamanho de aproximadamente 20 centímetros, independentemente do fato de se optar por iscas naturais ou artificiais.
O horário mais promissor é entre 6:30 e 9:30 da manhã, e das 16:00 até o crepúsculo. Com o rio muito alto o dourado costuma entrar em corixos, baías e áreas alagadas, em busca de suas presas. Fica, portando, mais difícil encontrá-lo ao longo do rio.

PINTADO E CACHARA

Trata-se de espécies que preferem águas tranqüilas, tais como os poços profundos existentes na margem ou no meio do rio. Ocasionalmente também podem ser encontrados no fim das corredeiras emboscando pequenos peixes. Suas iscas naturais prediletas são a tuvira, o mussum, o minhocuçu e uma infinidade de pequenos peixes. Quando o sol está a pique, entre 10:30 e 15:00 horas, costumam se dirigir para espraiados de areia ou bocas de pequenas baías e corixos. Em tais circunstâncias é comum atacarem iscas artificiais iguais às usadas na pesca do dourado.

Para a pesca com isca natural o material mais recomendado é o de categoria pesada, composto por varas para linhas entre 25 a 40 libras, e carretilhas ou molinetes que armazenem entre 120 e 200 metros de fios com espessura entre 0,50 e 0,80 mm, e anzóis haste longa com tamanho entre 6/0 e 8/0. A utilização de chumbada é fundamental para levar a isca rapidamente ao fundo, evitando assim o ataque de piranhas. O tamanho será determinado pela correnteza e profundidade, e nos grandes poções, às vezes, é preciso que pesem mais de 200 gramas. É necessário também o uso de um empate de aço com no mínimo 30 centímetros de comprimento. Os períodos mais promissores para essa modalidade são as primeiras horas da manhã e as últimas da tarde.

Um dos pontos mais produtivos para a pesca dessa espécie é as imediações da longínqua Serra do Amolar que, pela distância, só é acessível aos pescadores que se hospedam em barco-hotel. Em outros lugares apesar de saírem muitos exemplares, poucos atingem o tamanho mínimo estipulado. Durante as grandes cheias também costumam invadir os campos alagados, dificultando sobremaneira sua localização.

JAÚ

Maior peixe de couro desse ecossistema, o jaú costuma ficar nos locais mais profundos, tanto no meio como nas margens do rio. O sucesso em sua pescaria depende da identificação desses lugares. Para tanto, o método mais comum é observar onde as moitas de aguapés ficam circulando na superfície, e quanto maior for essa volta, maior será a extensão e diâmetro do poço. Pode ser aproveitado o mesmo material e isca do pintado, no entanto o equipamento mais indicado é o composto por varas de categoria extra pesada, para linhas entre 50 e 80 libras, anzóis de haste longa com tamanho entre 10/0 e 12/0 e chumbos com peso ao redor de 200 gramas. Pesca-se apoitado, no entanto é prudente amarrar o barco com um nó fácil de desatar, pois se ocorrer a fisgada de uma espécie de porte avantajado. Será preciso sair em sua perseguição. São mais ativos nas primeiras horas da manhã e nos finais do dia. Bons pesqueiros podem ser encontrados em vários pontos do Rio Paraguai, desde Porto Murtinho até Cáceres; no Rio São Lourenço desde sua foz, passando por Porto Jofre, até a região do Pirigara, e no rio Piquiri em determinadas épocas do ano. O período de cheia se revela pouco produtivo para a pesca dessa espécie.

PACU

Glutão por natureza, o pacu é a espécie mais fácil de ser encontrada com o rio cheio. Isso ocorre porque quando a água está no campo, um variado cardápio fica à sua disposição. Uma das maneiras mais emocionantes de pescá-lo, nessas circunstâncias, é no sistema de batida, usando um varejão de bambu com comprimento entre 3 e 4 metros, e linha do mesmo tamanho. Para essa modalidade as melhores iscas serão os frutos e coquinhos da região, ou ainda, bolinhas de massa feitas com farinha de mandioca.Essa pescaria consiste em emparelhar o barco com as margens, mantendo uma distância equivalente ao tamanho da vara e, em total silêncio, bater de uma a três vezes com a isca na água, antes de deixar que afunde. A linha precisa ser resistente, entre 0,70 e 0,90 milímetros e os anzóis – de haste curta – devem ter tamanho entre 5/0 e 7/0. Usa-se um pequeno chumbo de 10 gramas para levar a isca mais rapidamente para o fundo e um pequeno empate de aço com 10 centímetros.

Também é muito produtiva a pesca de espera em lugares com grandes extensões de camalotes. Os arremessos devem ser feitos para o meio do rio, de modo que a correnteza se encarregue de acomodar a isca embaixo ou próximo às moitas dessa vegetação aquática. O caranguejo é a isca mais utilizada, no entanto é fundamental ter sensibilidade para saber identificar o momento certo de dar a fisgada, pois, do contrário, inevitavelmente a isca será roubada. O equipamento adequado para essa modalidade é o composto por varas de ponta firme para linhas entre 20 e 30 libras, anzóis de tamanho entre 3/0 a 6/0, haste curta, bem afiados e encastoados com fio de aço rígido ou flexível. Chumbos do tipo oliva com peso de 50 e 100 gramas são importantes para facilitar os arremessos e manter as iscas no fundo. Em lugares onde o rio fique barrento quando as águas abaixam, a ocorrência dessa espécie é quase nula, Porto Murtinho é, talvez, o único lugar onde se pode pescá-lo o ano todo.

TUCUNARÉ

De cor azul esverdeado, o tucunaré pantaneiro pode alcançar até 5 quilos de peso. Já há notícias de sua presença em outros lugares, sobretudo nas baías do rio Paraguai que ficam próximas a Serra do Amolar. Contudo, como este é um fato novo, as informações estão baseadas em sua pesca na região do Alto Piqueri. Em condições normais são facilmente encontrados nas lagoas e baías e, durante os períodos de cheias, na caixa do rio. Nos últimos anos tem sido notada uma sensível diminuição de suas populações. Isto se deve a grande pressão de pesca exercida sobre a espécie, bem como, ao fato de que, com a escassez de chuvas verificadas, diminuiu muito o ambiente onde costuma desovar.

Para a pesca de arremesso um bom conjunto deve ser composto de varas com tamanho entre 1,80 e 2,10 metros de comprimento, para linhas de 12 a 20 libras; molinetes ou carretilhas com capacidade para armazenar entre 100 e 150 metros de linha 17 libras; e iscas de superfície, meia água e de fundo, com tamanho entre 8 e 15 centímetros.

Na época de cheia é comum capturar os grandes espécimes nas desembocaduras de rios e baías, com iscas de fundo do tipo rattlin.

PIRAPUTANGA

Como gosta de água limpa, esta é outra espécie que se dá muito bem quando o Pantanal transborda. Nessas condições, a piraputanga pode ser encontrada tanto no leito do rio, quanto sob a copa de árvores frutíferas em meio aos campos alagados. Apesar de raramente ultrapassar 40 centímetros de comprimento e em torno de 4 quilos de peso, é um peixe muito valente que dá corridas e saltos espetaculares, transformando-se, portanto, em respeitável oponente. O material mais indicado é o composto por vara para linhas entre 10 e 17 libras, anzóis de n. 1/0 e 3/0, sendo aconselhável o uso de empate de aço. Suas melhores iscas naturais são as frutas nativas, bolinhas de massa, minhocas e pequenos peixes. Na pesca com iscas artificiais o destaque fica para os spinners, os quais devem ser arremessados em volta das estruturas, embaixo da copa de árvores ou em pequenos remansos, e trabalhados de forma lenta e gradativa.

PIAUÇU

Quando se está pescando o pacu usando o caranguejo como isca, o piauçu costuma aparecer pendurado no anzol. Trata-se de uma espécie que atinge bom porte, e quem quiser dedicar-se exclusivamente à sua captura deverá diminuir o tamanho das iscas, cortando o crustáceo em pedaços. Fazer uma ceva com milho seco ou vede, melhora substancialmente  esse tipo de pescaria. O equipamento indicado para sua captura pode ser o mesmo utilizado na pesca do pacu, exceto os anzóis que devem ser menores. Os lugares mais promissores são aqueles que se situam após os rebojos e embaixo das moitas de camalotes.

BARBADO

Também muito comum quando o rio está cheio, esse peixe é pego com os mesmos métodos e equipamentos empregados para a pesca das demais espécies de couro. Palmitos, jurupocas e jurupenséns, dependendo do lugar e do horário, são outros peixes que aparecem inesperadamente.

 

 

Os tamanhos mínimos para
para captura são os seguintes:

Estado MT MS
Barbado 60 cm 60 cm
Bicuda 40 cm  - - -
Cachorra 80 cm 80 cm
Caranha 40 cm - - -
Chimboré 25 cm - - -
Curimbatá 30 cm 38 cm
Dourada 80 cm - - -
Dourado 65 cm 55 cm
Jaú 90 cm 95 cm
Jurupensen 35 cm - - -
Jurupoca 40 cm - - -
Matrinchã 40 cm - - -
Pacu 45 cm 45 cm
Pacu-peva 20 cm - - -
Piau 25 cm - - -
Piavuçu 35 cm 38 cm
Pintado 85 cm 80 cm
Piraíba  1m - - -
Piraputanga 30 cm 30 cm
Pirapitinga 40 cm - - -
Pirarara 90 cm - - -

 Os Piloteiros:

Embora. seja difícil achar referências para avaliar os piloteiros, antes de saber se o profissional é bom ou não, tente se aprimorar o máximo possível para poder exigir exatamente o que você quer dele.

Algumas dicas:

Horário: Tem que ser cumprido o combinado e não adianta você levantar às 4h e só sair às 8h. Se gosta de pescar à noite, dispense o piloteiro de manhã e parte da tarde, saia por volta das 16 horas e fique até as 22 horas. O piloteiro não é obrigado a pescar de manhã, à tarde e à noite. A melhor hora para se pescar, normalmente é ao amanhecer e ao entardecer.

Comida: Se você sai de manhã (tipo 6 h) e volta às 4h ou 5 h da tarde, tem de levar, no mínimo, dois bons sanduíches para o piloteiro e uma garrafa de café. Deixar o piloteiro passar fome só atrapalha sua pescaria. Irrita qualquer cristão. Se você não tem o costume de comer no barco, o piloteiro tem.

Bebidas alcoólicas: Não as leve no barco. Se você sabe o seu limite, o piloteiro pode não ter medidas. Navegar com um condutor bêbado é um grande perigo.

Salva-vidas: Por lei, você é obrigado a fornecer um salva-vidas ao piloteiro. Se não o fizer, a falta desse item de segurança dá à Marinha plenos poderes para apreender seu barco.

Sacos de lixo: Leve para guardar garrafas plásticas, latas, etc. Explique ao piloteiro que ele também deve fazer isso quando estiver sozinho no rio. Você está lhe dando um exemplo de civilidade e bom senso.

Motor de popa: Nunca saia sem as ferramentas, uma hélice, pinos , contra-pinos e velas. Todo piloteiro tem de ter noções de como trocar essas peças e fazer pequenos consertos no seu motor. Não deixe o piloteiro "arregaçar" seu motor. Ensine-o que você prefere gastar de 10 a 20 minutos a mais, do que acelerar ao máximo seu motor. Evite, também, emprestar seu barco.

Isca vivas: No momento em que você chegar na pescaria e encostar o barco, a primeira coisa que deve fazer é pegar suas iscas vivas e levá-las para uma sombra ou colocá-las em um recipiente maior. Se você deixá-las no barco ou irão morrer devido ao calor, ou vai torná-las presa fácil de roubo. Esse serviço é seu, não do piloteiro. O que engorda o boi é o olho do dono.Quando você termina a pescaria, solte as iscas (pirambóias, tuviras, etc), em locais que sejam seis habitats (corixos e camalotes que margeiam o rio). Você fará um bem à Natureza.

Canecas de alumínio: Leve uma para cada pessoa que for no barco por motivo de higiene.

Pescaria de rodada ou de batida: O piloteiro não pesca. Ele tem como função colocar o barco na posição certa. Seu peixe é o mais importante. Cria-se uma situação desagradável quando o piloteiro tem de largar o comando do barco para socorrer o peixe que ele fisgou. Seja taxativo e não deixe que ele pesque nessas horas.

Local de pesca: Os piloteiros devem saber que não podem passar com o motor ligado na margem onde você vai pescar. Os bons pescadores sobem ou descem sempre pela margem oposta e atravessam o rio com o motor pouco acelerado. Ao chegar na outra margem, navegam uns 50 m no remo, ou com motor elétrico. Pacus e pintados não toleram barulho de motor.

Para ser respeitado pelo piloteiro procure conhecer melhor a arte da pesca. Evite intimidades, pois existe uma hierarquia no barco e você é o artista principal.
Tem pescadores que sempre se dão mal pela falta de respeito. Brincadeiras de mão por exemplo, levam à discórdia. Isso não significa que você não possa contar um "caso", contar uma piada, etc. Mas, procure fazê-lo com coisas sadias.

Sua mentalidade normalmente diverge da do piloteiro. Em um barco de pesca., adote um comportamento de acordo com a situação e o local. Muita coisa que fazemos em nossas cidades de origem são difíceis de aceitar em outros locais.

Com isso espero ter dado algumas boas dicas, todas elas baseadas em antigas pescarias pelo Pantanal.

voltar

   
| PESQUEIROS | NÓS PARA PESCA | RIO GUARAÚ | ARTIGOS | BUSCA FONES | TEMPO |
| HOME | RECEITAS | FOTOS | SPLIT SHOT | MASSAS | BUSCA CEP | E-MAIL | GIRADOR | EMPATE DE AÇO |
© Copyright - 2002-2003 - Pesca & Dicas - All rights reserved