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Pesca&Dicas

SONAR
A tecnologia a serviço da pesca  


 
   

  A cada dia, surgem novidades no mercado de produtos de pesca. É o caso dos sonares ou ecobatímetros que têm recebido constantes melhoramentos.
É um acessório no mínimo interessante, cujo objetivo, além de identificar o tipo de relevo do leito do rio e sua profundidade, temperatura da água, etc localiza peixes isolados ou até mesmo cardumes.
Antes de comprar um sonar, procure obter informações precisas para tomar a decisão certa. Aqui falaremos sobre o Fishin’Buddy da Bottom Line pois, além de portátil, apresenta o recurso de visão lateral. É importante lembrar que até hoje somente utilizei esse equipamento, portanto, não seria justo afirmar ser o melhor, até mesmo porque não testei outros. Temos como objetivo aqui dar uma visão geral do que um sonar pode fazer.

Como trabalha

O Fishn’Buddy II tem dois conversores de energia localizados num pequeno compartimento de plástico ao final da haste. Um deles é utilizado nas buscas laterais e o outro nas buscas verticais, ou seja, perpendiculares ao leito. O sonar funciona enviando uma série de impulsos sonoros (sons) originados do conversor de energia. Cada impulso viaja através da água até atingir um peixe, um objeto suspenso ou a base sólida do terreno.
O impulso então volta para o conversor de energia, onde é recebido e mostrado na tela. O Buddy utiliza um sonar ativo, inabilitado para navegação e rastreamento, para localizar e identificar objetos na água. O conversor de energia converte a elétrica em mecânica, enviando bips curtos de ondas ultra-sônicas para a água. Essas ondas formam um cone padrão.
Enviados do conversor a uma velocidade de l,46 km/s, os pulsos sonoros se chocam com objetos sólidos e retornam na mesma razão. O conversor “escuta” os ecos produzidos de volta pelo peixe, pelo leito ou por outros objetos submersos. O tempo gasto para que o eco retorne ao conversor é usado para calcular o que distância o objetivo se encontra.
A intensidade com que o eco retorna indica relativamente o tamanho do objeto. Em geral, objetos pequenos resultam em ecos francos. O tamanho do objeto, em certos casos, nem sempre tem relação direta com a intensidade do sinal. Devido à grande variedade de espécies de peixes, os ecos retornam com diferentes intensidades, apesar do tamanho.

Recursos do Buddy II

Visão lateral e perpendicular: você pode selecionar para que ele apresente na tela a visão lateral, a do leito ou ambas simultaneamente. Isso permite que, além de varrer o leito do rio, o sonar mostra se existe peixes ao lado do barco, numa distância de até 36 m a partir do aparelho ( horizontalmente) ou até 72 m (verticalmente).
Alarme de peixes: são três opções de alarme. Somente de peixes grandes, para grandes e pequenos ou simplesmente mostrar os peixes, sem sinais sonoros.
Quando você escolhe a opção para peixes grandes, mostra também no visor, os peixes pequenos sem sinalizá-los com o alarme próprio.
Numa falha do fabricante o produto não especifica, em momento algum, as proporções dos espécimes, às quais o manual se refere. Segundo o distribuidor, o conceito de peixes grandes estaria em, por exemplo, tucunarés de um quilo para cima. Infelizmente, os fabricantes não forneceram nenhuma informação oficial.
Contraste: esse modelo pode mudar o contraste da tela, importantíssimo recurso para os dias de muito sol. Mas’o próprio sonar muda esse contraste quando ocorrem mudanças na temperatura ambiente.
Iluminação: o Buddy II tem iluminação da tela para pesca noturna. Recurso interessante, pois, além do pescador poder usá-lo para localizar peixes à noite, o sonar servirá como um instrumento de segurança para evitar que se navegue em locais de pouca profundidade. Isso, apesar de ser impossível navegar a grandes velocidades com o aparelho na água, com esse modelo.
Zoom: pode mostrar e trilhar três metros de área do leito, mostrando na tela somente essa área selecionada. Nessa opção, os detalhes do fundo podem ser melhor analisados.
Escala: dá ao pescador a opção de escolher a escala em pés em metros. Mostra também a temperatura da água em graus centígrados ou Fahrenheit.
Demo: função que auxilia o pescador a compreender melhor o uso do equipamento e seus recursos.
Composição do solo: mostra em escala cinza, diferenciando, na tela, a composição do solo. A princípio, surge uma coloração acinzentada ou uma aparência mais clara como resposta aos sinais que representam o solo mais denso. Portanto, uma linha espessa e contínua na tela indica solo menos denso, vegetação, pedras ou um precipício íngreme.
Congelamento: permite que o pescador congele a imagem da tela para melhor analisá-la.
Filtro: recurso para utilizar o sonar em rios com fundos de pedras, evitando leituras falsas.
Indicações da tela: sempre em dígitos grandes, mostra a distância do peixe mais próximo e a profundidade local do leito. Ainda assim, os peixes são representados por símbolos e identificados por suas respectivas distâncias (na visão horizontal) ou profundidade ( na visão vertical).
Área de cobertura do sonar: o equipamento consegue “enxergar” até 72 m para baixo e até 36 m para os lados. A visão horizontal ou lateral mostrada se refere à área para onde está apontando o conversor de energia lateral.

Esse modelo de sonar tem um cone cobertura um pouco menor que o necessário, deveria cobrir toda a área em volta do barco, mas não é bem assim. Particularmente, esse até traz a vantagem de cobertura lateral (em um raio de 36m). Veja a tabela abaixo e tire suas conclusões.
É fácil perceber que a área coberta pelo sonar é pequena, principalmente para nossas represas onde a espessura da lâmina da água geralmente não é grande. Na represa de Atibainha, por exemplo, o fundo fica entre 2,5 e 14 m da superfície. É fácil concluir que ai o sonar cobriria uma extensão do leito do rio entre 0,40cm a 2,30 m.
No caso da visão lateral, já é mais interessante. Se você varrer as margens do barranco com o barco a aproximadamente 30 m ou 36 m, conseguirá procurar peixes em uma faixa de 5 m a 6 m de barranco. E, com o barco em movimento, não será difícil identificar bons espécies, principalmente para quem procura por bass e tucunarés. Em geral, são espécies que ficam perto do barranco.


Infelizmente na visão lateral o equipamento mostra somente os peixes e não a linha do barranco. Já na visão vertical apresenta os peixes e a linha que representa o leito.
No caso da visão do leito do rio, os pescadores podem identificar, além dos tipos de solo ou estruturas, os locais mais profundos, como poços, por exemplo.
Instalação: O Buddy II deve ser fixado em uma das laterais do barco. Possui um dispositivo pelo qual pode ser fixado e retirado a qualquer momento, em qualquer tipo de barco comum. Porém, precisa ser removido na hora do deslocamento, já que tem uma haste comprida. A ponta desta deve ficar entre 15 cm a 20 cm abaixo da camada das águas calmas. Para isso, é telescópica e serve em diferentes tipos de embarcações. Com esse modelo de sonar não é possível navegar, a não ser com motor elétrico. Existem outros onde essa limitação não existe.
No caso de visão lateral, pode girar 360º. Porém, quando o pescador precisa “olhar” com o sonar para o lado oposto ao que o prendedor está fixado, é preciso mudá-lo de lado. O que não é nada prático. A opção foi fazer um segundo prendedor igual ao original, porém, de madeira, utilizando um em cada lado do barco.
Utiliza três pilhas médias, que, por sinal, duram bastante. Ainda assim, indica quando está na hora de substituí-las.
É importante lembrar que a tela de um sonar não é como uma tela de TV, onde tudo aparece em imagem real. Esses equipamentos, de uma forma geral, mostram em representação gráfica o que estão “enxergando”.
Há os mais ou menos sofisticados nessa função. Ainda assim, são importantes em pescarias.
Seguramente, é um investimento que se justifica muito bem. Mas é importante que os pescadores saibam usá-lo corretamente. Hoje existem modelos mais completos, desse e de outros fabricantes. Caso alguém se interesse na compra deve se preocupar em adquirir um com assistência técnica no Brasil e, se possível, provido de manual de instrução em português. Procure se informar dos recursos disponíveis no produto que você está adquirindo. Vale lembrar que o sonar aqui descrito não está entre os mais sotisficados.

Especificações
Dimensões.................................................1,19m x 0,13m x 0,25m (altura, largura, comprimento)
Peso Total........................................................................................................................,27 kg
Área da tela....................................................................................................... 8,4 cm x 6,4 cm
Tamanho dos pontos da tela.............................................................................................100x65
Força exigida......................................três pilhas alcalinas médias ou pilhas regarregadas (Ni-Cd)
Distância atingida pelo localizador de peixe.............................................Busca horizontal 36,6 m
Distância atingida pelo localizador de peixe...............................................Busca Vertical  73,2 m
Frequência de alimentação.............................................................................................455 kHz
Ângulo do cone do conversor..................................................................................................9º
Transmissor - comprimento mínimo do impulso..............................................80 microssegundos
Receptor - sensibilidade máxima............................................................................40 microvolts
Potência.................................................................................................................100 decibéis


Cobertura do leito Cobertura da Lateral
Distância entre
o Sonar e o leito
Área coberta
pelo Sonar
Distância entre
o Sonar e o barranco
Área coberta
pelo Sonar
72 m 12 m 36 m 6 m
50 m 8,33 m 24 m 4 m
30 m 5 m 18 m 3 m
20 m 3,33 m 12 m 2 m
10 m 1,67 m 10 m 1,67 m
 8 m 1,33 m 8 m 1.33 m
6 m 1 m 6 m 1 m
4 m 0,67 m 3 m 0,50 m
3 m 0,50 m 2 m 0,33 m
2 m 0,33 m 1 m 0,17 m
1 m 0,17 m    

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