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Pesca&Dicas

TUCUNARÉ
Os primeiros passos 


   

 
A pesca do tucunaré talvez seja a que mais cresce entre os aficionados deste esporte no Brasil. A cada ano, juntam-se ao grande número de adeptos já existentes, centenas de novos admiradores da valentia desse peixe. Para auxiliar os iniciantes, apresentamos dicas e considerações importantes que levarão a aumentar o número de apaixonados pelo nosso campeão do esporte da pesca.
Talvez o grande motivador inicial para que um pescador queira seja a constante divulgação na mídia sobre o potencial da espécie e as alegrias proporcionadas durante a sua captura. Um segundo fator, certamente serão os infinitos e grandiosos relatos dos pescadores, já mais experientes, e que tiveram a oportunidade de participar de diversos embates com o nobre lutador. E em terceiro, a disponibilidade de uma infra-estrutura, em várias regiões do país, seja de hotéis pesqueiros, barcos-hotel, guias de pesca e demais características.
Mas, será fácil ou difícil participar com sucesso de uma primeira pescaria de tucunarés? Quais os principais fatores que irão influenciar essa primeira experiência?
A nosso ver, o pescador que vai realizar a sua primeira pescaria de tucunaré, deverá inicialmente decidir, em função de suas preferências e características pessoais, se irá pescar com iscas naturais vivas ou artificiais, uma vez que os pré-requisitos e os caminhos a seguir são razoavelmente diferentes. Para facilitar a decisão, poderemos relacionar as maiores diferenças encontradas no uso das duas modalidades de iscas.

ISCAS NATURAIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS.

Maior produtividade na captura, quando comparada com as artificiais, numa relação que chega de 1 para 15. Também resulta em menores danos aos peixes capturados, facilitando a soltura se for o caso, mas deve-se tomar o cuidado de não deixar o peixe embuchar a isca.
Normalmente esta forma de pesca não afugenta os cardumes. Há, porém, a necessidade de contar no local da pesca com uma infra-estrutura que forneça as iscas-vivas, que normalmente são lambaris. O barco precisa ter viveiro em boas condições para manter as iscas vivas. Caso contrário, é necessário uma bomba de ar.
A maior dificuldade é achar os peixes, caso não haja um guia que utilize iscas artificiais para a detecção da atividade dos tucunarés. E a vantagem é a ausência de riscos de acidentes pessoais com garatéias, já que elas não são usadas.
Neste caso, o pescador dedica menor atenção ao tipo e à qualidade do equipamento a ser utilizado, mas sua pescaria falta das emoções impares, obtidas na batida do peixe na isca artificiais de superfície.

ISCAS ARTIFICIAIS: INVESTIMENTO BOM, MAS CARO.

Estas garantem maior interatividade com o peixe, especialmente quando usamos iscas de superfície e o peixe a ataca explosivamente. Constata-se, porém, menor produtividade, pois o predador erra muitos ataques e se desprende mais facilmente de uma garatéia do que de um anzol.
Com elas há maior facilidade de localização do cardume, já que com esse apetrecho conseguimos arremessar mais longe e em lugares mais difíceis. É possível, por exemplo, provocar o peixe com iscas sem garatéias, chamando-o para fora das tranqueiras.
Representa maior investimento inicial, no ato da aquisição, mas uma economia frente ao fato de não precisar comprar iscas naturais a cada nova pescaria. Com elas, o pescador não fica à mercê da disponibilidade ou não de iscas vivas.
Contra ela, há o fato de provocar maiores danos aos peixes fisgados e os maiores riscos de acidentes com as garatéias, principalmente se pescamos embarcados, com mais de duas pessoas a bordo. Por isso, há a necessidade – se quisermos melhorar a nossa chance de resultado – de treinar antecipadamente o uso de iscas artificiais.
Para seu uso dedicamos maior atenção na escolha do equipamento de pesca. É importante frisar que, se pescamos com iscas de meia-água ou fundo, a sensação da fisgada fica muito semelhante de como estivéssemos usando iscas naturais.
Caso esteja indeciso o pescador deve fazer uma teste, levando material para as duas modalidades. Assim pode tirar suas próprias conclusões, sobre a forma que melhor atende suas expectativas.

COMO É O LOCAL EM QUE SE VAI PESCAR?
Uma vez tendo escolhido o tipo de pescaria que se quer fazer, a etapa seguinte é a busca do lugar em que ela pode se realizar. Se a opção recair no uso de iscas artificiais, então qualquer local serve. Se, entretanto, for utilizar isca viva, então se deve procurar um ponto em que se possa adquiri-las ou capturá-las. Normalmente são disponibilizadas em hotéis-pesqueiros, nas represas do Sudeste, como Pereira Barreto, Rubinéia, Ilha Solteira, Presidente Epitácio, entre outras. Já na região Amazônica, especialmente em Manaus, a prática da pesca se dá exclusivamente com iscas artificiais.
Quando for escolher o local, o pescador precisa observar alguns fatores. Considerando que a maioria das pescarias de tucunaré é realizada embarcada, deve-se analisar que infra-estrutura náutica será proporcionada ou se é necessário levar seus próprios equipamentos. Aqui vale uma regra bastante salutar: a primeira pescaria de tucunaré deve acontecer na companhia de alguém já acostumado e que, de preferência, conheça o local.

 


Um bom guia da região – que só poderá ser avaliado a posteriori -, também é bastante importante. Em determinadas situações de vento, podemos ter ondas de tal tamanho que a navegação fica quase que impossibilitada. Saber pilotar um barco, e bem, nessas horas é fundamental.
É sempre recomendável ir a um lugar que esteja sendo bastante comentado. Não importa, quando se está iniciando, o tamanho dos peixes. A quantidade de fisgadas é mais importante para podermos começar a entender o peixe e sua captura. Não existe nada mais irritante e desanimador, para quem está começando, que passar o dia inteiro pinchando e nada acontecer.
Um exemplo prático, hoje, seria optar-se por Presidente Epitácio, em vez de Itumbiara, embora esta última represa ainda esteja proporcionando a maioria dos grandes tucunarés-azuis que se tem capturado.
Se for viajar para a Amazônia, porém, é importante não deixar de fazer, antes, uma pescaria experimental em algum lugar mais próximo. Não são poucos os casos em que a “pescaria dos sonhos” vira frustração. Dependendo da situação local e, principalmente, do nível da água, a pesca pode ser extremamente difícil para quem está iniciando. Especialmente se não tiver o domínio do trabalho com iscas artificiais e o conhecimento de onde posicionar os arremessos.
A escolha da melhor época para a pescaria é muito importante. Nas represas do Sudeste, as estatísticas têm mostrado uma safra mais rendosa, entre junho e agosto. Na Amazônia, há que se buscar informações sobre o nível das águas em cada região pretendida. Com a água muito alta, os peixes desaparecem vegetação adentro, tornando quase que impossível a sua captura.



OS EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS

A pescaria do tucunaré, em princípio, não requer nenhum material especial. Pode-se usar molinete ou carretilha, vara inteiriça ou bi-partida, equipamento de fly, enfim, a flexibilidade é total.
Quando se pesca com iscas artificiais, arremessa-se o dia inteiro, é mais agradável e confortável utilizar equipamento leve (em peso). A faixa entre 14 e 20 libras é a preferência da maioria das pessoas que pescam tucunarés. Normalmente, conforme vamos adquirindo experiência e confiando mais em nossas habilidades, diminuímos a resistência do equipamento.
A necessidade da compra de um equipamento sofisticado e caro, basicamente, depende da quantidade de vezes em que ele vai ser usado. Se apenas uma vez por ano, então é possível economizar algum dinheiro, visto que o material não vai estar a tantos esforços assim. Mas, a partir do momento em que a pescaria do tucunaré se torne uma constante, então vale a pena investir em algo mais resistente e duradouro.
Quando o assunto é iscas artificiais, a discussão é mais complexa, pois cada pescador acaba desenvolvendo as suas preferências. Em todo caso, é importante que se tenha, pelo menos, algumas dos três tipos: de superfície, de meia-água e de fundo.
As de superfícies recomendáveis – que ajudam a encontrar os peixes – são as de hélices e os poppers, que têm o movimento em ziguezague. As de meia-água, que não devem afundar mais que um metro são preferenciais aquelas que podem trabalhar de diferentes formas – tanto pela superfície como por baixo desta – e que, normalmente, não têm barbelas. Já para as profundidades maiores, há as de fundo, normalmente com barbelas ou projetadas para afundar quando caem na água.
No que se refere às cores, muitas vezes há também uma preferência pessoal. As minhas preferidas são as verde-limão, brancas com cor-de-rosa, como as que imitam as cores da truta e as transparentes. Algumas vezes, dão bons resultados a prateada e a branca com cabeça vermelha, entre outras. Essas cores podem ser consideradas clássicas. É importante lembrar que quanto mais barulho a isca fizer, menos importante será a sua cor.
Com relação aos demais equipamentos, como barcos, motores, baterias e outros, é conveniente só investir após ter se convencido de que será necessário possuí-los para pescar nos locais com infra-estrutura insuficiente.
Na maioria das vezes se acaba adquirindo uma tralha volumosa que será pouco usada, o que não justifica sua compra. Claro que essas decisões nunca são tomadas isoladamente e acabam dependendo de outros tipos de pescaria que porventura vai realizar.
Enfim, antes de sair para a primeira pescaria de tucunaré, o principiante deve informar-se, o máximo possível, sobre o peixe, os locais onde ele se encontra, as infra-estruturas disponíveis, os pacotes de serviços oferecidos, as condições do nível da água e tudo o mais que irá influenciar no bom ou mau resultado.
Esclarecer dúvidas, antecipadamente, contribui para que sejam evitados problemas futuros. É fundamental, também, que se consulte a bibliografia existente no mercado e se assistam as fitas de vídeos correspondentes.

SEIS DICAS PARA A PESCA

  1. Quando iniciar a pescaria, a menos que tenha recebido alguma informação específica do local, convém  que o pescador comece com uma isca de superfície, ziguezague, se a água estiver bem lisa, ou de hélice se estiver ondulada. Assim, pelos ataques ou pela ausência desses, se vai detectar os peixes e como está sendo o seu comportamento. Uma isca de meia-água pode atrair, mas, se não fisgar, não lhe dará esse tipo de informação.

  2. A resistência do equipamento deve ser distribuida de forma igual. Quando se usar garatéias reforçadas, os grampos, a linha, a vara,  e tudo o mais também. devem ser reforçados. O elo mais fraco tende a arrebentar. O que é melhor: uma isca com garatéia abertas ou uma levada pelo peixe?

  3. É importante verificar diretamente quais as estruturas mais favoráveis, no momento da pescaria, criando assim um padrão. Estatisticamente, encontra-se razoavelmente uniformidade no comportamento dos peixes. Se estão em pauleiras, canabravas, touceiras, pedras, espraiados, etc. Quando determinar o padrão, insista.

  4. Quando mais baixo o nível da água, há menos estruturas disponíveis para os tucunarés se esconderem. Isso facilita a sua descoberta. Nessas condições, os pontos onde procurá-los são os paus isolados, cercas, pedras e similares.

  5. A pesca de tucunaré é praticada, na maioria das vezes, embarcada. Recentemente, condiçoes climáticas adversas têm causado sérios acidentes a pescadores. É importante observar, ao máximo, as recomendações de como proceder nesses momentos.

  6. Recomenda-se não usar roupas pesadas e difíceis de tirar. E quanto aos calçados a preferência recai no tipo mocassim, pois os de amarrar e botinas funcionam como poitas. Se cair na água, é muito difícil nadar. É bom lembrar que, na água doce se flutua menos.

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